Dissertações 2025

Autor(a): ALESSANDRO BEZERRA SANTOS

Orientador(a): Prof. Dr. CARLOS FREDERICO LAGO BURNETT

Data da defesa: 31/10/2025

XXXXXXX

Palavras-chave:

___________________________________________________________________________

Autor(a): DIEGO VICTOR MOREIRA ROLAND

Orientador(a): Profa.Dra. GRETE SOARES PFLUEGER

Data da defesa:09/07/2025

DIMENSÕES DA CAMINHABILIDADE NA PRAIA GRANDE uma leitura material, sensível e dialética no Centro Histórico de São Luís

Esta pesquisa tem como objetivo investigar as condições de caminhabilidade no bairro da Praia Grande, situado no Centro Histórico de São Luís (MA), compreendendo suas dimensões materiais, sensíveis e dialéticas. Parte-se de uma estratégia metodológica artesanal, que se ancora em uma base interpretativa dialético-fenomenológica e combina revisão bibliográfica, documental e investigação de campo por meio da caminhografia urbana – método sensível que integra percepção corporal do espaço e mapeamentos. Embora a área apresente atributos morfológicos favoráveis ao caminhar, como quadras curtas e áreas exclusivas para pedestres, sua caminhabilidade é fragilizada por barreiras físicas e simbólicas, resultantes do esvaziamento funcional e de apropriações seletivas guiadas pela lógica hegemônica turística e patrimonial. Ainda assim, o caminhar, assim como toda a riqueza de experiências urbanas que ele possibilita, resiste, historicamente, como prática socioespacial significativa. As cartografias do ambiente construído e das percepções sensíveis revelaram essas contradições, articulando as dimensões materiais e simbólicas do ambiente construído. Conclui-se que a caminhabilidade na Praia Grande não se restringe à infraestrutura, mas é atravessada por dinâmicas sociais, afetivas e décadas de políticas e práticas institucionais que restringem a realização plena do direito à cidade. A dissertação contribui, assim, para ampliar o debate sobre a experiência de caminhar como prática urbana crítica e para repensar políticas públicas e intervenções que valorizem o espaço vivido e o cotidiano no Centro Histórico da capital maranhense.

Palavras-chave: caminhabilidade, percepção do ambiente construído, direito à cidade, Praia Grande, Centro Histórico de São Luís.

______________________________________________________________________

Autor(a): ELAINE SOARES PEREIRA

Orientador(a): Profa.Dra. MONICA PICCOLO ALMEIDA CHAVES

Data da defesa:12/08/2025

(RE)SIGNIFICAÇÃO DA VELHICE NO CENÁRIO NEOLIBERAL direito ou um fardo social

O presente estudo tem por objetivo precípuo analisar as implicações da Política de Assistência Social para a velhice, considerando as condições de vida das pessoas idosas moradoras da Região Itaqui Bacanga, atendidas pelo CRAS Anjo da Guarda. Fundamentando-se no método do materialismo histórico dialético, o estudo parte da concepção de velhice e envelhecimento como uma categoria social, que não se limita aos fatores biológicos, mas sofre a influência de diferentes determinantes que compõem uma dada realidade social. Tomando como referência a sociabilidade do capital, discute-se que as etapas da vida humana passam a ser interpretadas sob uma perspectiva produtivista, em que o valor do indivíduo é definido conforme sua capacidade de atender as demandas do capital. Assim, aqueles que perdem essa utilidade sofrem com os processos de exclusão e marginalização gerados por esse sistema, como é o caso das pessoas idosas, o que acarreta a necessidade de criação de aparatos voltados à proteção a essa fase da vida. No Brasil, especificamente, os sistemas de proteção voltados a esse público só passam a ser incorporados com um caráter mais abrangente a partir da Constituição Federal de 1988, que reconhece os direitos da pessoa idosa, incluindo o direito à Assistência Social. Discute-se, no entanto, que a consolidação desse direito como uma política pública ocorre em um contexto adverso, marcado pelo avanço do projeto neoliberal, o que gera implicações para sua efetivação e, consequentemente, na vida do público usuário. Essa perspectiva é analisada a partir das particularidades das pessoas idosas atendidas pelo CRAS Anjo da Guarda, uma das unidades da PAS na Região Itaqui Bacanga, onde foi desenvolvida a pesquisa de campo. O estudo evidenciou que, apesar dos relevantes impactos dessa política para o desenvolvimento de aspectos sociais, físicos e emocionais das pessoas idosas, observam-se também dificuldades na execução dos serviços, relacionadas à redução da atuação do Estado nas áreas sociais, revelando que, muitas vezes, o investimento neste campo é visto como um custo, o que reflete no significado socialmente empregado à velhice.

Palavras-chave: Velhice; Política de Assistência Social; Neoliberalismo

______________________________________________________________________

Autor(a): FERNANDA NUNES CERQUEIRA

Orientador(a): Prof.Dr.  JOSÉ SAMPAIO DE MATTOS JÚNIOR

Data da defesa:16/04/2025

ADOÇÃO DE PRÁTICAS AGRÍCOLAS POR PRODUTORES FAMILIARES DA COMUNIDADE SÃO JOSÉ DOS COSTA, SÃO BENEDITO DO RIO PRETO – MA

A agricultura familiar, carrega as singularidades de grupos que superam as adversidades dos campos econômicos e sociais, estabelecendo elos que permitem sua permanência e relevância na conjuntura atual. Dessa forma, a valorização do conhecimento local dos agricultores é essencial no desenvolvimento das práticas agrícolas, uma vez que a carência dessas práticas inviabiliza a sustentabilidade ambiental, a preservação do planeta, melhores condições de vida para os agricultores e para os povoamentos rurais e urbanos. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo analisar a adoção de práticas de agrícolas por agricultores familiares do povoado São José dos Costa, São Benedito do Rio Preto – MA. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas com trinta e oito agricultores familiares da comunidade São José dos Costa. Os resultados obtidos evidenciaram que a maioria dos entrevistados, 79%, desenvolvem práticas agrícolas; as práticas agrícolas mais implementadas nas propriedades dos agricultores foram: proteção e/ou conservação de encostas, pousio ou descanso de solos, seguido de proteção ou conservação de encostas; que, para 63%, são implementadas, todo ano; aplicadas a cada quatro ou cinco anos por 10%; realizadas no período entressafra por 3%; e, para outros 3%, não apresentam uma periodicidade definida. A dificuldade na implantação de práticas agrícolas ocorre para 55% dos entrevistados e a falta de acesso a políticas públicas foi comum a 97% dos agricultores. Este último dado mostra que, apesar dos agricultores conhecerem a relevância das práticas agrícolas e às adotarem em suas atividades produtivas, a inserção dessas práticas ainda é realizada de maneira incipiente, devido às instabilidades na frequência de implementação e dificuldade de inserção, o que reforça a necessidade de investimentos em educação, informação e políticas públicas que incentivem o agricultor a implementá-las em seu cotidiano, potencializando seus benefícios.

Palavras-chave: conservação; práticas sustentáveis; produção familiar; sustentabilidade agrícola.

______________________________________________________________________

Autor(a): FLAVIANA ALMEIDA DO NASCIMENTO

Orientador(a): Prof.Dr. KARINA BIONDI

Data da defesa:11/12/2025

XXXX

XX

Palavras-chave: conservação; práticas sustentáveis; produção familiar; sustentabilidade agrícola.

______________________________________________________________________

Autor(a): GABRIELA SILVA DE OLIVEIRA

Orientador(a): Prof. Dr. CARLOS FREDERICO LAGO BURNETT

Data da defesa:30/10/2025

XXXXXXX

Esta dissertação analisa como a espacialização do capital no Cerrado maranhense se expressa na disputa territorial da comunidade tradicional de Gameleira, interpretando a perícia socioambiental como instrumento técnico, político e jurídico de enfrentamento às desigualdades fundiárias e aos efeitos do agronegócio da soja. O estudo articula materialismo histórico dialético, análise figuracional e perspectivas decoloniais, a fim de compreender as mediações entre Estado, capital e comunidades tradicionais. A pesquisa parte da vivência direta da autora no processo de elaboração da perícia, realizada por meio de Acordo de Cooperação entre a Universidade Estadual do Maranhão e a Defensoria Pública do Estado, envolvendo a participação ativa da comunidade. A metodologia combinou observação participante, entrevistas coletivas, história oral, levantamento documental, cartografia social e análise socioambiental. A investigação revela que o Cerrado maranhense é território de contradições estruturais, onde o Estado atua como agente de legitimação da expansão capitalista e da financeirização da terra, em detrimento das formas tradicionais de vida. Gameleira emerge como totalidade em microcosmo, uma síntese das tensões entre mercantilização da natureza e reprodução social comunitária. A perícia socioambiental, nesse contexto, demonstra o potencial emancipatório da ciência situada, ao transformar o conhecimento técnico em instrumento de resistência e reconhecimento jurídico. Assim, o estudo reafirma o papel político do território e da pesquisa comprometida com a justiça territorial e com a (r)existência dos povos do Cerrado

Palavras-chave: perícia socioambiental; Cerrado maranhense; comunidade tradicional; conflito territorial; agronegócio

______________________________________________________________________

Autor(a): ISABELA MARISA CÂMARA SOUSA

Orientador(a): Prof.Dr. RAFAEL GODOI

Data da defesa:10/07/2025

JUDICIALIZAÇÃO DE CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS Uma Etnografia dos Processos e Perspectivas da Antropologia do Estado no caso do Cajueiro (MA) e o TUP Porto São Luís.

O Estado do Maranhão, desde a década de 1970, é palco de embates envolvendo de uma via, territórios, comunidades e povos tradicionais, e de outra, grandes empreendimentos fundamentados no desenvolvimento da região com foco na integração ao mercado econômico nacional e internacional. Esse trabalho investiga a judicialização do conflito socioambiental entre a comunidade tradicional do Cajueiro e o Terminal de Uso Privativo (TUP) Porto São Luís. A partir da crescente intervenção do Judiciário na apreciação de disputas socioambientais, emerge fenômeno de judicialização. Isso ocorre porque o Judiciário tem assumido um papel ativo em questões onde o Executivo e o Legislativo restam omissos. O objetivo principal da pesquisa é analisar os impactos produzidos através das decisões judiciais proferidas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (TJMA) nos processos existentes no embate fático. A pesquisa se instrumentaliza metodologicamente através da etnografia de documentos do Estado, buscando analisar as ações judiciais enquanto artefatos de investigação, e constituindo o campo empírico desta pesquisa. Destarte, as discussões indicam o Estado, a partir da sua composição multifacetada e complexa, enquanto o principal propulsor das controvérsias existentes no embate. Os arranjos administrativos e seus fundamentos voltados para a viabilidade do empreendimento, como o Licenciamento Ambiental, o Decreto de Desapropriação de Utilidade Pública de parte da área, se desdobraram em argumentações jurídicas, e depois, confirmados em decisões judiciais. Conclui-se, assim, que a articulação entre o Estado, o porto privado e o Judiciário impactou profundamente a comunidade tradicional, gerando situações de injustiça ambiental, mudanças em seu modo de vida, devastação e supressão de áreas naturais decorrentes de ilegalidades, ainda existentes no processo de instalação do empreendimento, além de acentuar a insegurança jurídica no que diz respeito à existência da Comunidade do Cajueiro.

Palavras-chave: Conflito socioambiental. Judicialização. Etnografia. Antropologia do Estado.

______________________________________________________________________

Autor(a): PAULO HENRIQUE CORREILA SILVA SÁ VALE

Orientador(a): Prof.Dr. ALEX OLIVEIRA DE SOUZA

Data da defesa:30/10/2025

VERTICALIZAÇÃO URBANA EM SÃO LUÍS produção urbana do capital, marco regulatório e espaço construído

A presente dissertação analisa os desdobramentos do processo de verticalização em São Luís–MA sob as perspectivas histórica, política, institucional e econômica. O estudo parte da hipótese central de que a verticalização ludovicense não é um fenômeno neutro, nem meramente resultante de transformações demográficas ou inovações tecnológicas, mas sim uma estratégia de valorização fundiária e acumulação capitalista que molda o espaço urbano segundo os interesses das classes dominantes. A pesquisa atendeu aos seus objetivos ao compreender a verticalização como um instrumento de produção urbana capitalista, evidenciando sua origem global e disseminação. O processo é visto como uma manifestação de forças políticas e econômicas, transcendendo a dimensão puramente técnica da construção. Ao discorrer sobre o Marco Regulatório, em que foi analisado a construção histórica da legislação urbana (Planos Diretores e Leis de Zoneamento de 1975, 1981, 1992, 2006 e 2023), demonstrando como o arcabouço legal foi flexibilizado ao longo do tempo para legalizar e impulsionar a verticalização seletiva em áreas de alto interesse do capital imobiliário. Também foi feita uma avaliação do espaço construído. Realizou-se um estudo tipomorfológico aprofundado em área de maior concentração do modelo vertical na cidade. A análise revela que a forma urbana resultante — marcada por torres homogêneas, grandes recuos, privatização do térreo e alta densidade em enclaves fechados — configura um modelo de distinção e segregação socioespacial. O estudo comprova que a paisagem vertical em São Luís se estabelece como símbolo de poder, resultando na mercantilização do solo urbano e na fragmentação do tecido urbano. A legislação urbana age como principal modelador do espaço construído, servindo como instrumento para atender a interesse de ideias urbanísticos e classes hegemônicas. A pesquisa contribui para o debate ao desvendar os mecanismos pelos quais a cidade é hierarquizada, oferecendo subsídios para o planejamento urbano que vise a construção de uma metrópole menos desigual. A verticalização em São Luís é, em sua materialidade, a expressão visível da contradição entre o discurso do progresso e a reprodução das desigualdades estruturais.

Palavras-chave: Verticalização urbana. Marco Regulatório. São Luís

______________________________________________________________________

Autor(a): ROBERTO GONÇALVES BRITO DE JESUS

Orientador(a): Prof.Dr. ALEX OLIVEIRA DE SOUZA

Data da defesa:30/04/2026

XXXX

XXX

Palavras-chave:

______________________________________________________________________

Autor(a): SUZIANE OLIVEIRA MACHADO

Orientador(a): Prof.Dr. ITAAN DE JESUS PASTOR SANTOS

Data da defesa:18/07/2025

DESIGUALDADES NO ACESSO AO PROGRAMA DE COMPRAS DA AGRICULTURA FAMILIAR (PROCAF) uma análise relacional nos municípios de Matinha, Penalva e Palmeirândia (MA)

Esta dissertação analisa as desigualdades no acesso ao Programa de Compras da Agricultura Familiar (PROCAF) nos municípios de Matinha, Palmeirândia e Penalva, no Território Campos e Lagos, Maranhão, sob perspectiva relacional inspirada em Bourdieu. A questão central indaga como dinâmicas territoriais, barreiras burocráticas e redes associativas configuram o acesso ao PROCAF. Os objetivos incluem analisar, sob uma perspectiva relacional, as desigualdades no acesso ao PROCAF nos municípios maranhenses de Matinha, Penalva e Palmeirândia. Buscou-se ainda, especificamente: caracterizar o marco normativo e operacional do PROCAF, identificando suas modalidades, beneficiários e instrumentos de execução; mapear a evolução dos resultados do programa (2018–2024). A metodologia aplicada foi mista, com abordagem inicial na revisão de literatura e posterior pesquisa de campo, apresentando uma análise qualiquantitativa, que integra dados do IBGE, entrevistas com agricultores familiares/quilombolas e análise de resultados de editais, buscando contribuindo para a análise de políticas públicas para o desenvolvimento da agricultura familiar com foco no Maranhão. Instituído pela Lei Estadual n. 10.327/2015, o PROCAF investiu cerca de R$ 30 milhões (2018-2024) na aquisição direta de produtos da agricultura familiar e povos tradicionais para redes socioassistenciais e escolares, promovendo a segurança alimentar e o desenvolvimento territorial em contexto de vulnerabilidade. Os municípios revelam heterogeneidades socioeconômicas e produtivas. Matinha (22.034 hab., 2022) lidera IDHM (0.619, 2010) e renda per capita (R$ 10.553, 2023), mas depende de mandioca (81,6% do valor agrícola, R$ 10.082 mil) e aquicultura (503 estabelecimentos, 2017). Palmeirândia (21.059 hab.) diversifica com milho (34,1%, R$ 5.216 mil), maior produtividade (1,09 t/ha) e renda de R$ 8.936. Penalva (32.511 hab.), com menor IDHM (0,554) e renda (R$ 9.637), gera mais valor agrícola (R$ 21.709 mil, 62% mandioca + 22% arroz), mas estrutura fundiária técnicas (2.016 estabelecimentos). Conclui-se que a experiência comparativa analisada reforça que o sucesso do programa reside na articulação sinérgica entre Estado, assistência técnica qualificada e organizações sociais mobilizadas, capaz de converter excedentes produtivos em desenvolvimento sustentável e inclusão econômica. Este estudo, portanto, não apenas ilumina os contrastes vividos por Matinha, Penalva e Palmeirândia, mas instiga a construção de uma governança territorial mais equânime, na qual a agricultura familiar possa finalmente romper com os ciclos históricos de exclusão e invisibilidade, consolidando-se como pilar estratégico para o futuro agropecuário maranhense.

Palavras-chave: Agricultura familiar; PROCAF; Matinha; Penalva; Palmeirândia.

______________________________________________________________________

Autor(a): Vitoria

Orientador(a): Prof.Dr. Rafael Godoi

Data da defesa:

XXXX

XXX

Palavras-chave:

______________________________________________________________________